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"I'll keep my eyes wide open. I'll keep my arms wide open. Don't let me, don't let me, don't let me go. Cause i'm tired of feeling alone."


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há pessoas que [3]

Terça-feira, 13.09.16

Há pessoas que são o teu ponto forte. Há pessoas que transformam as tuas lágrimas num sorriso sem que te apercebas que aconteceu. Que acreditam em ti com tanta força que, eventualmente, apesar de devagar, vais começando a acreditar que és capaz. Há pessoas que te obrigam a perceber que não as queres longe porque é naquele aperto de um abraço que te sentes realmente feliz. Que te encontram quando sentes que estás perdida; quando estás sozinha e não te lembras de quem és. Porque há pessoas que são o teu ponto forte. Há pessoas que são o teu ponto fraco. Há pessoas que apagam o teu não e o substituem por um sim; ocasionalmente o oposto. Que percorrem os teus pensamentos inconscientemente por isto ou aquilo, neste momento ou aquele. Há pessoas que te fazem sentir o silêncio da maneira mais insuportável porque ele fala tão alto que magoa. Que te apertam os sentimentos quando lhes sentes um sorriso a menos e uma lágrima a mais. Há pessoas que te fazem viver na incerteza se ainda existirias se nunca tivessem aparecido na tua vida e tocado o teu coração. Porque há pessoas que são o teu ponto fraco, há pessoas que são o teu ponto forte. Há pessoas que são o teu ponto forte, simultaneamente ponto fraco. Há pessoas que conhecem e distinguem todas as tuas cores. Que conhecem as tuas cicatrizes, até aquelas que são invisíveis. Que lêem as tuas entrelinhas, até quando não existem. Há pessoas que derrubam as tuas estruturas uma vez e não te obrigas a reerguê-las porque não precisas e não queres. Há pessoas que têm o teu coração nas mãos e tu sabes e deixas porque basta uma pequena ausência, quiçá insignificante para outros, para sentires que perdeste e estás longe de metade de ti. Porque há pessoas que são o teu ponto forte, simultaneamente ponto fraco. E com essas fui tudo o que podia ser; tudo o que quis ser. Fui nua, transparente. Fui sem máscaras, sem medo. Fui-o com elas, ninguém mais. Fui, sou. 

 

[porque de vez em quando volto ao chá da tarde para ler o primeiro e o segundo há pessoas que e sinto que podia escrever um terceiro; porque aconteceu escrever um número três que ficou até hoje nos rascunhos e será eliminado por não existir espaço para ele; porque onze meses e cinco dias depois, não quis sufocar com os sentimentos e não me impedi de escrever]

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há pessoas que [2]

Quinta-feira, 08.10.15

No teu mundo, há pessoas que são capazes de nada e há pessoas que são capazes de tudo. Há pessoas que te aquecem; que te obrigam a abraçar um sorriso até que as bochechas comecem a doer e os lábios já não consigam voltar àquela postura séria sem ajuda. Há pessoas que te preenchem; que ocupam todas as falhas e todo o vazio que nem sabias existir ou preferiste ignorar. Há pessoas que te quebram as estruturas. Aquelas que ergueste anteriormente para proteger o teu músculo mais idiota. Aquelas que não te impediam de sentir, mas que atenuavam os sentimentos como se estivesses debaixo de água e eles não conseguissem mergulhar; como se fossem uma voz ligeiramente abafada. Há pessoas que te tocam. Primeiro com um dedo, depois com os cinco. Que despertam o melhor e adormecem o pior; que expulsam a escuridão com um chuto no traseiro e substituem pela luz. Há pessoas que se prendem em ti sem pedirem permissão. Cumprimentam o idiota que bombeia e acorrentam-se a ele. Enquanto estiverem presas ao teu coração, estão presas em ti e tu estás irrevogavelmente presa a elas. Tornam-se parte do teu sistema e não consegues imaginar a possibilidade de as perderes sem que doa demasiado. No teu mundo, há pessoas que se incluem no primeiro exemplo, no segundo ou no terceiro. Porque há pessoas que acendem o teu sorriso sem nunca te destruírem as estruturas e há pessoas que te destroem as estruturas sem nunca te acenderem um sorriso. No teu mundo, há pessoas que se incluem no quarto exemplo ou no quinto, mas nunca sem terem sido uma das anteriores. Porque não há pessoas que se prendem em ti sem terem cumprimentado o teu coração, sem terem quebrado as tuas estruturas, sem terem ocupado o vazio, sem terem despertado um sorriso. No teu mundo, há pessoas que se incluem em um dos exemplos e há pessoas que se incluem em todos eles. Há pessoas espontâneas que se incluem no exemplo um, dois e/ou três. Há pessoas persistentes e impossíveis que conseguem prender-se em ti depois de terem conseguido tocar-te, derrubar-te, preencher-te e fazer-te sorrir. No teu mundo, há pessoas que conseguem ser tudo em simultâneo; há pessoas raras. No primeiro momento em que descobres do que são capazes, não te aguentas. Porque há pessoas especiais e que vale a pena ter junto do coração. Há pessoas por quem é okay sentir que não há espaço para mais ninguém junto do idiota emocional. Porque há pessoas que são capazes de nada e há pessoas que são capazes de tudo.

 

[porque o primeiro há pessoas que foi publicado no chá da tarde e não fazia sentido que este ocupasse outro espaço; porque há pessoas que nos inspiram, uma e outra vez; porque um ano, dois meses e oito dias depois, foi tão fácil escrever como há muito tempo não o era]

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sobre a nova página

Quarta-feira, 30.07.14

Refugiei-me, quase em segredo, num outro abrigo. Alguns de vocês (se é que ainda existe um "vocês" na nossa relação), irão sentir a minha presença sorrateira nos vossos blogues - leia-se: seguirei as vossas letras com uma nova conta. Por distracção, poderá escapar-me uma ou outra pessoa. Assim, sintam-se à vontade para me pedir o endereço. Não digo que é algo como um abandono seguido de um recomeço, mas um parêntesis no chá da tarde.

Vemo-nos na outra página.

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